Arnaquia e Amor


Anarquia e amor: Assis Medeiros chega mais leve neste novo trabalho Este disco é menos rockeiro. Eu explorei mais os violões e os arranjos acústicos. Obviamente que a guitarra pontua algumas canções, mas desta vez de forma mais discreta. É um trabalho mais leve do que o meu disco anterior, o Lamina.

Outra informação importante do disco é que, desta vez, eu fui responsável pela produção, gravação, edição e mixagem. Ufa, foi um trabalho danado conciliar o papel de artista e de técnico ao mesmo tempo. Mas a grana era contada e não deu pra ser de outro jeito.

Anarquia e amor é o título de uma música e dá nome ao disco. Na verdade, existe um filme italiano da década de 70 chamado Amor e anarquia da diretora Lina Wertmüller. Mas quando fiz a música e dei nome ao disco eu nem sabia da existência do filme. Coincidências da vida...e mesmo assim, nem é o mesmo título, rsss. Sempre achei essa junção de anarquia com amor uma coisa bonita. Anarquia no sentido lúdico sabe! Para mim, anarquia é sinônimo de liberdade. A busca de uma liberdade que se mostra incômoda diante deste cenário contemporâneo em que vivemos. A música fala de:

“sonho bom, sem tensão. Coração farto de paixão, rouquidão de gritar de prazer. Anarquia e amor, jogue a vida no ventilador”.

Acredito que chega a ser um disco até meio romântico, ou pelo menos com uma visão mais positiva da vida (o Lamina tinha peso na poesia e no som). São 11 faixas. Seis músicas eu assino a autoria sozinho. O compositor maranhense Hamilton Oliveira, meu parceiro de longa data, assina três canções junto comigo. São dois reggaes (Intensa cor e Silêncio) e um rock/brega (Último gole). Meu outro comparsa é o poeta e compositor Celso Borges, também maranhense. Fizemos duas músicas. O reggae relax, Bateu, e a leve Estrelas de Portugal. Ainda tem uma vinheta chamada La liberté, uma composição, cheia de mino, feita pelo meu grande parceiro de trabalho, Leonardo Batista.

Anarquia e amor é um disco, de certa forma, eclético. Tem reggae, música romântica e música séria, rssss. A base da gravação foi toda feita pelo Marco Guedes (bateria), Fernando Rodrigues (baixo) e eu no violão e voz. Mais uma vez eu estou com o Marco e o Fernando. Tocamos juntos há mais de 15 anos e quando estamos no palco somos um trio da pesada (literalmente falando!).

O maestro e arranjador paraibano Leonardo Batista entrou depois e cobriu nossa base com belos sons de cordas e sopros. Leonardo foi fundamental também para o trabalho de mixagem do disco. Além disso toca contrabaixo, violão e piano em algumas faixas do disco.

O disco conta com algumas participações especiais. Tem o Quarteto de Cordas Sorocaba, que interpretou de forma competente e sensível os arranjos elaborados por Leonardo Batista. Tem o baixista e compositor brasiliense Oswaldo Amorim, o acordeonista e compositor Junior Ferreira, o clarinetista Gilmar de Campos e o saxofonista e compositor Paulo Rogério, um dos criadores da banda Móveis coloniais de acaju. O disco conta ainda com a participação da harpista Leila Reis e do percussionista Chiquinho Mino (grande figura da música paraibana).

E como não poderia faltar, o disco conta com a minha filha Flora Lago nos vocais de duas músicas. A Flora também é a responsável pela arte do disco. As fotos são da minha mulher, Adriana Lago. Tudo em família para a conta fechar, rsss.

 

Faixa a faixa resumido

01 trocando os passos é uma canção que fiz numa das vezes em que eu estava em João Pessoa/PB. Uma música pra levitar e curtir à beira mar. Tem uma harpa nesta canção (ficou bonito).

02 último gole é um rock/brega que tem minha cara (lembra a música Fogo, que está no disco Lamina). Parceria com Hamilton Oliveira. Pra curtir dançando e gritando.

03 mais doce é uma canção séria, até meio ingênua. “ponha mais doce, mais caramelo na sua fala, na minha valsa, no meu sincero amor que vaza”.

04 intensa cor é um reggae com a participação da Flora Lago. Música boa de cantar e curtir no carro.

05 La liberté – estrelas de Portugal é resultado de uma viagem à Europa juntamente com meu parceiro Celso Borges. Com uma vinheta composta pelo Leonardo Batista. Nossa conexão entre Portugal, Espanha, França e Brasil.

06 silêncio é outro reggae e remete um pouco à nossa atual situação política. Parceria com Hamilton Oliveira. “silêncio porra”.....

07 breu é uma canção densa e meio triste. Sei lá, é isso. 08 eu fico é uma canção quase sexual, rssss. Gosto dessa música. “um som, um gemido. Aperte com força que eu sinto. Esfregue bem perto; molhada, salgada...que eu fico”, diz a letra.

09 Anarquia e amor é o título do disco e uma música pra cima.

10 Bateu é outro reggae do disco. Parceria com Celso Borges é quase uma brincadeira com as palavras. boa pra dançar.

11 pode ser é uma canção romântica. Minha porção Roberto Carlos. Tem um belo arranjo de cordas e flugel.